16 de agosto de 2009

Espaço Cativo #1 - The Un-Fatiastic Four, por Lance Storm.

Você deve estar se perguntando o que é isto... Bem, Cadeira Cativa é o novo espaço do blog, onde traduziremos o que pessoas importantes no mundo do wrestling publicam em seus blogs, Paul Heyman, Storm, Jim Ross, e etc. Confira na continuação do post o que Storm falou...

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Visitando o site de Storm, ele fez um novo post no dia 29 de Julho de 2009.

The Un-Fantiastic Four - O quarteto não fantástico.

Eu escrevi este meu artigo para a Fightin Spirit Magazine, em Abril, e está sendo reproduzido com a permissão da Uncooked Media Ltd.

Como prometido, eu estou colocando o meu "Un-Fantstic Four" no Storm Front (a coluna de Storm). Nele terá quatro pessoas que eu não gostei de trabalhar durante a minha carreira, mas não necessariamente os quatro piores "trabalhadores". São pessoas que eu não gostava de trabalhar e tive que trabalhar, e com muitas vezes com prioridade para alguém que eu odiava, mas tive que trabalhar apenas uma vez... Vamos a lista.

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O primeiro e mais fácil de escolher é Koji Kitao. Trabalhei com Kitao um pouco durante minha "guerra" no Japão, e o homem foi horrível. Kitao era grande, stiff, e não é cooperativo, o que não é uma boa combinação. Kitao era um antigo Yokozuna, e nunca quis vender os golpes. Eu já tinha trabalhado com gente assim antes, mas a diferença era que Kitao pesava 174 quilos, e se ele não queria vender os golpes, não tinha como fazer, eu estava sempre na pior, sempre levando os piores golpes, e quase nunca conseguindo aplicar os meus. Tivemos mais de 12 lutas juntos (felizmente quase todas elas foram 6-men tag team), e apesar de muitas vezes este trabalho em conjunto, ele conseguiu me deixar machucado por um tempo. Eu lutei com ele sem o machucar, mas ele não diz o mesmo, seus chutes eram muito fortes, seus slams e outros golpes sempre me machucavam, nunca houve uma pessoa que eu odiasse tanto ficar no ringue por muito tempo. Felizmente o seu golpe mais doloroso, o 400-pound senton, eu consegui evitar. Eu não tenho certeza de qual é a idéia que se passa de um homem de 400 libras pular sobre os outros, mas era brutal. Se o golpe não era suficientemente mau, mas Kitão não cuidava de onde caia sobre os caras, e muitas vezes esmagou cabeças. Este provavelmente foi o único golpe que eu recusei, me lembro vividamente de um dia antes de uma luta que ele veio até a mim falar: "Hoje talvez um Senton... Ok?", e eu respondi "Talvez... Não... Talvez eu morra". E foi isto, para minha sorte, o golpe não foi aplicado, mas ele tentou...

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Outro cara que eu não gostei de trabalhar, que foi durante meu tempo pela Europa, na CWA Catch, o nome dele era Mile Zerno, que era de algum lugar da Europa Oriental. Ele era realmente um bom wrestler, mas achei meio frustrante trabalhar com ele. Mile tinha uma técnica muito boa para um jovem, até chegar o fim de sua carreira. Acho que ele se sentiu ameaçado quando eu apareci por lá, porque eu também tinha uma boa técnica highflying, mas eu estava no início da minha carreira. Como nós erámos jovens neste ramo, eu também nem tenho muitas lutas com ele, mas quando eu lutei ele foi grande. Ele estava sempre tentando brilhar mais que todos e, muitas vezes até empatava para não perder, para passar a idéia de que ele era o melhor dos lutadores. Ele fazia isto e estava me deixando furioso, pois ele ficava prendendo-me em submissões, não deixando você trabalhar, o que é uma atitude não muito profissional. Eu fiquei tão irritado com ele, que eu finalmente comecei a fazer o mesmo com ele, até que começou a surgir uma reação no locker room e ele parou. Eu não fui o único que se irritou com Mile, mas um dos meu spots favoritos de sempre foi com Mile contra Fit Finlay. Depois de tudo que ele tinha feito, foi para um leagfrop spot, e então Mile fugiu do spot aplicando um clothesline no meio do ar. Isto causou um certo pop no locker room. e é minha única memória de Mile.

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Sobre quando estive na WCW, eu diria que Cat Ernest Miller. Com Miller o problema não era que ele fosse um mau wrestler, mas sim que era difícil trabalhar com ele. Cat era muito limitado no ringue, o que torna difícil de se ter boas lutas, e ele também era muito imprevisível. Muito provavelmente o lado mais frustrante da minha carreira envolveu Ernest Miller, e é por isso que eu não gostei muito de trabalhar com ele. Foi num Nitro ou Thunder nós fomos fazer uma promo, o que criou uma luta improvisada. Ernest era pra ir para o ringue e eu o interromper numa promo, e eu iria o desafiar para uma luta, e diria, você fala em luta, mas você não consegue se manter no ringue. Isto faria ele aceitar o meu desafio, e não teríamos uma luta. Mas não foi bem isto que aconteceu, Cat foi o primeiro a entrar no ringue, e enquanto eu ficava olhando de longe, o referee o entregou o microfone, Ernest olhou pra ele, e entregou-o de volta. Houve então uma longa pausa e tocou a minha música, tinha em mente que não era uma luta, mas tinha que ter um ângulo para ocorrer a luta, e começaria dizendo, você fala em luta... Mas Cat não tinha dito nada. Tudo o que tinha sido planejado foi por água abaixo, e eu tive um aviso de que ocorreria uma luta. Após o combate perguntei porque ele não disse nada, e ele respondeu que simplesmente esqueceu o que ia dizer...

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E buscando o meu último... Balls Mahoney. Eu trabalhei com ele na ECW e SMW, e eu realmente nunca gostei dele. Balls foi realmente um bom trabalhador, mas mentalmente achei ele muito frustrante. Tinhamos opiniões muito diferentes sobre o que deve ser uma luta, e nunca encontrei uma forma de cominicar-lhe isto. Balls iria aparecer com uma tonelada de idéias, e vomitá-las para mim a 100 mph, e parecia que eu nunca tinha idéias próprias. Não sei se ele fazia isto para impressionar-me, ou apenas estava animado, mas eu não desistia de falar com ele, e descobri que ele queria fazer o mais fácil do que tentar falar com ele. Devido a isto eu nunca gostei das nossas lutas, e sempre nos botavam juntos, invés de outra coisa para se apreciar. Talvez isto seja culpa minha por não dizer aquilo que eu acreditava, mas Balls sempre agia como um cara legal e eu nunca tive coragem de simplesmente o colocar abaixo de mim. Talvez essa era a minha idéia, e ele fazia sempre o que queria nas lutas, e também me fez odiar trabalhar com ele, sem contar as stiff chair shots.

E isto é tudo para este mês, os quatro rapazes não estarão saindo da aposentadoria para lutar...

Lance Storm.

Leia a versão original, clicando aqui


The Un-Fantiastic Four

July 29, 2009

I wrote the following for my “Storm Front” article for “Fighting Spirit” Magazine, back in April, and it is being reproduced with permission from Uncooked Media Ltd.


As promised I’m putting my “Un-Fantastic Four” on the Storm Front. These will be the four people I least enjoyed working during my career, not necessarily the four worst workers. People I disliked working and had to work with often will take priority over someone I hated but only had to work once.

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My first and easiest pick is Koji Kitao. I worked with Kitao quite a bit back in my WAR days in Japan and man was it awful. Kitao was big, stiff, and uncooperative, which is not a good combination. Kitao was a former Yokozuna, and never wanted to sell. I’ve worked with guys like this in my career before, but Kitao was 6’ 8” and weighed 385 lbs, so making him sell when he didn’t want to wasn’t really an option. With making him sell not being an option, I was always left taking all of his offense and getting in almost none of my own. We had more than a dozen matches together (thankfully almost of them tags or 6-mans) and despite working together this many times he took a total of only one bump for me that entire time.

One bump for me, and I took countless ones for him and every one of them hurt. His kicks were bone jarring, his slams and moves were crushing and there has never been a person I hated getting in the ring with more. Fortunately his most painful move, a near 400-pound Senton, I managed to avoid. I’m not sure whose idea it was to have this 400-pound man start jumping up and back bumping on top of guys but it was brutal. If the 400-pounds wasn’t bad enough Kitao wasn’t particularly careful of where he landed and often landed on guys heads.

This may actually be the only move I’ve refused to take in wrestling and I remember it vividly. Kitao came up to me before the match one day and asked, “Tonight maybe you Senton… Okay?” to this I replied, “ Maybe…NO… Maybe I DIE!!” and that was that. To his credit he didn’t push the point, but had he tried to, I would have just agreed to the move and moved out of the way the second he left his feet.

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Another of my least favourites is a guy I worked with in Europe during my days with CWA Catch. The guys name was Mile Zerno who was from somewhere in Eastern Europe. He was actually a really good worker, but I found working with him very frustrating. Mile was a very technical sound baby face that was nearing the end of his career. I think he felt threatened when I came over because I too was a technical sound highflying baby face but I was at the beginning of mine. Because we were both baby faces I didn’t have to work with him often but when I did he was such a huge glory hound. He was always trying to out shine everyone and would often tie you up in holds you couldn’t get out of, to get over to the crowd that he was the better wrestle. This used to make me furious because tying someone up when they are letting you put them in holds isn’t really a big accomplishment and really unprofessional.

I got so fed up with it, I eventually started doing the same to him, which got a great reaction from the locker room and Mile eventually stopped. I wasn’t the only guy who Mile annoyed and likely my favourite spot of all time occurred in a match between Mile and Fit Finlay. Fit after having all he could take of Mile’s show boating, called a leapfrog spot and instead of running under the leapfrog, double crossed Mile and jumped up and clotheslined him right out of the air. This got a huge pop from the locker room, and is my only fond memory of Mile.

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For my next pick I’m going to jump to my WCW days and talk about The Cat Ernest Miller. Like Mile, the problem wasn’t that Ernest was a terrible worker; it was just that working with him was so damn difficult. The Cat was very limited in the ring, which made having really good matches difficult, and he was also so damn unpredictable. Quite probably the most frustrating moment in my career involved Ernest Miller and it typifies why I disliked working with him so much.

It was on either Nitro or Thunder and we were supposed to do a promo segment, which would set up an impromptu match. Ernest was to go to the ring and cut a promo, which I would interrupt and challenge him to a match. My opening line was going to be, “You talk a good game Cat, but can you back it up in the ring. “ This would lead to him accepting my challenge and we’d have a match. Cat went to the ring first, and as I stood back stage watching on, Ernest got in the ring, the ref handed him the microphone, Ernest looked at it, and handed it back. There was then a long pause and they hit my music. Keep in mind that this was not yet a match; we were supposed to cut the angle on the mic to set up this match, and my opening line was going to be, “You talk a good game…” and the Cat, thus far has said nothing. Everything I had planned was out the window and I had to adlib on a seconds notice to set up this match. After the match I asked Cat why he didn’t say anything and he just shrugged and said he forgot what was he was going to say.

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For my last pick…Balls Mahoney. I worked with Balls in ECW and SMW, and I’ve never really enjoyed it. Balls was actually a pretty good worker but mentally I found him very frustrating. We had very different views on what matches should be and I never found a way to communicate this to him. Balls would show up with a ton of ideas, spew them at me at 100 mph, and never seem to consider that I might have ideas of my own. I don’t know whether he did this to try to impress me or if he was just that excited, but more often than not I just gave up trying to talk to him and found doing what he wanted easier than trying to talk to him. Because of this I never liked our matches and approached them more as something to just get over with, rather than something to enjoy. Perhaps this is my fault for not sticking up for what I believed in but Ball always acted like such a nice guy I never had the heart to just put my foot down. Maybe that was his plan and he worked me into always doing what he wanted in matches but he also worked me into hating work with him, and that’s not even taking into account his ungodly stiff chair shots.

That’s it for this month; the four guys I won’t be coming out of retirement to work.

Lance Storm

2 comentários:

T-BAG disse...

Massa, ficou bom...

robson disse...

muito legal....

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